terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Fifa confirma que Copa do Mundo terá 48 seleções a partir de 2026

Um dia depois da festa que consagrou Cristiano Ronaldo como melhor jogador do mundo, a Fifa confirmou nesta terça-feira uma nova expansão na Copa do Mundo. A partir da edição de 2026, o Mundial terá 48 seleções, 16 a mais do que atual formato com 32 seleções que vigorava desde a França-1998. Com a mudança, a competição que hoje conta com oito grupos de quatro passará a ter na sua primeira fase 16 grupos de três equipes.


Com esse formato, os dois melhores de cada chave se classificariam para a segunda fase. A partir daí, o torneio seguiria em mata-mata.
A proposta de expansão era uma das promessas de campanha do novo presidente da entidade, o suíço Gianni Infantino. Durante a campanha pela presidência da Fifa, Infantino falava em aumentar o Mundial para 40 equopes. Mas desde outubro do ano passado, ele vinha propondo o torneio com 48 seleções, o que foi aprovado pelo Conselho da Fifa nesta terça-feira.


Uma aprovação que não parecia difícil, pois dos 211 membros da Fifa, 135 nunca disputaram uma Copa do Mundo. Entre eles, estão 41 das 54 nações africanas e 10 dos 11 membros da Oceania.
- Todos estão empolgados com isso. Eu não diria que há 100% de apoio, mas todos os colegas com quem conversei, todos os meus colegas, estão empolgados com isso. Não diria 100% porque não falei com todo mundo, mas certamente a maioria da África está empolgada - disse Infantino.
O dirigente acredita que o inchaço da competição incrementará o interesse pelo torneio, assim como os rendimentos financeiros. Um estudo da entidade prevê um acréscimo de US$ 640 milhões (R$ 2,04 bilhões) com um torneio de 48 times divididos em três grupos de três seleções. Já os direitos de televisão teriam um acréscimo de US$ 505 milhões (R$ 1,6 bilhão).
Quando era secretário-geral da Uefa, Infantino ajudou o então presidente da entidade, Michel Platini, a aumentar a Eurocopa para 24 seleções. O torneio deste ano, na França, já contou com esse modelo e mostrou País de Gales e Islândia com grandes sensações da competição. O dirigente acredita que uma Copa maior causará o mesmo efeito, com seleções menores tendo mais chances de disputá-la.

A Fifa ainda não confirmou oficialmente a distribuição das vagas com o novo modelo e mais 16 seleções, mas vários jornais pelo mundo já vinham antecipando que ela ficará da seguinte maneira: Europa (16), África (9,5), Ásia (8,5), América do Sul (6,5), Américas do Norte e Central (6,5) e Oceania (1). Duas vagas, portanto, seria denifidas em uma repescagem Mundial envolvendo representantes da África, da Ásia e das Américas.
QUARTA EXPANSÃO
A expansão será a quarta da história do torneio. Em 1930, a Copa começou com 13 seleções. Na Espanha, em 1982, ela passou a ter 24, modelo que vigorou até as 32 de 1998, na França. Agora, o modelo com 32 equipes será visto em apenas mais dois Mundiais: Rússia-2018 e Qatar-2022.
A mudança gerou muitas críticas, mas também tem seus defensores. Entre eles, o ex-jogador Diego Maradona, campeão do mundo em 1986, no México.

Os clubes europeus, porém, são críticos à mudança do modelo, que cedem a maioria dos jogadores para uma competição que passará a ter 80 partidas, ao contrário das 64 atuais. Segundo a Fifa, o torneio, no entanto, continuaria durando 32 dias.
- Visando o interesse dos fãs e dos jogadores, nós apelamos para que a Fifa não aumente o número de participantes da Copa do Mundo. Política e negócios não deviam ser a prioridade no futebol - disse o diretor do Bayern de Munique, Karl-Heinz Rummenigge.






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